
Vicente Feola é um dos grandes treinadores do futebol brasileiro.
Foi o primeiro a trazer a Jules Rimet…foi quem iniciou essa era de vitórias, de títulos, de consagrações da Seleção Brasileira, em Copas do Mundo.
A vida de Vicente Feola é ligada a seleção, mas também é ligada ao São Paulo, de onde foi jogador, ainda na época do São Paulo da Floresta (um dos clubes que foram fundidos para a criação do São Paulo F.C.).
Felipão deve ter se inspirado nele, pois o jeito dele, todo “truncado”, daquele tipo de homem que pode até brigar, mas não sai sem o que deseja, lembra muito o de Feola, que não tinha medo de expôr a sua opinião, para o presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF), na época, João Havelange.
Tratou de ser chato quando, após insistir bastante, junto com o “marechal da vitória”, Sr. Paulo Machado de Carvalho, para que o garoto Pelé fosse a Copa da Suécia, mesmo “baleado” e sendo muito jovem.
Na último jogo-treino da Seleção de 1958, que foi contra o Corinthians, Pelé se contundiu após dividida com Ari, e só foi para a Suécia por pura “birra” do treinador…O fim da história todo mundo já sabe.
Feola ainda treinou o Boca Juniors, e retornou para a Seleção naquela (desastrada) Copa de 1966.
Mas ainda assim, Feola é grande pelo seu método de treinamento, sempre exigindo o máximo de seus comandandos, em todos os treinos – fato comum agora, mas raríssimo nos anos 50 e 60 -, o que demonstrava que ele era chato mesmo, mas nesse mundo do futebol, só quem é realmente chato, consegue conquistar o que deseja.
Vai ver se Feola, Telê e Felipão são da mesma família? Pelo menos, no quesito chatice, eles são. E ainda bem que são iguais também no que diz respeito a títulos.
Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Próximo texto: Tostão. Esse vai ser um texto que quem gosta da Seleção, mas principalmente, quem gosta do Cruzeiro, vai gostar.







