
Casagrande é um exemplo típico de jogador que já passou pelo lixo e pelo luxo.
Já comeu o pão que o diabo amassou, quando foi emprestado ainda em seu início de carreira, para a Caldense, após um desentendimento, e por causa de um fato que ocorreu quase 20 anos depois, que será citado no final do texto.
Mas também o “Casão” – como foi conhecido, passou por bons momentos, afinal ele foi uma líderes da denominada “democracia corinthiana” que o alavancou para os braços da Fiel.
Outro desentendimento. Mesmo motivo: Boêmia. Dessa vez com outro treinador: Jorge Vieira.
E lá foi ele ser emprestado ao São Paulo. Jogou bem no Morumbi, mas voltou ao seu “real time”.
Participou da Seleção de 86, mas era banco de Careca e Müller, que eram tops de linha. Telê Santana teve uma decisão bem difícil. Careca era titular. A dúvida seria entre Müller e Casagrande; Preferiu Müller, pela velocidade.
Após toda a participação brasileira nos campos mexicanos, aonde não repetiram o êxito de 16 anos antes, Casagrande foi para o Porto a peso de ouro, aonde não teve muitas chances e foi cedido ao Ascoli, aonde jogou bem, chamando a atenção do Torino, que ainda era grande – atualmente, é mediano – e lá teve bom desempenho.
Foi o primeiro contratado da “Era de Ouro” do Flamengo, em 1993.
Mas teu coração estava encravado no Parque São Jorge.
Voltou, fez a alegria a torcida, e depois foi terminar a carreira, jogando por equipes menores.
Casagrande, como jogador teve altos e baixos, sonhos e pesadelos, mas nada parecido com o que aconteceu com ele em 2007, quando bateu o carro, e tempos depois, internado em uma clínica de viciados em drogas.
Essa batalha já valeria uma Copa do Mundo pra ele. E que – pelo visto – ele conquistou.
Esse ano, ele voltou á TV. Foi aos pouquinhos, mas isso pouco importa. O que importa é ver o velho “Casão” bem.
Pro bem do futebol, e pro bem dele, que agora, não se tornou apenas um ícone da Fiel, mas um ícone para toda a Sociedade.
Continue assim, Casagrande, Continue assim…o torcedor que te admira agradece.
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Próximo texto: Assis. O irmão do Gaúcho, que jogava demais, tchê!







