Vicente Feola: O técnico da primeira estrela.

Posted Abril 19, 2009 by Cleyton Santos
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feola58

Vicente Feola é um dos grandes treinadores do futebol brasileiro.
Foi o primeiro a trazer a Jules Rimet…foi quem iniciou essa era de vitórias, de títulos, de consagrações da Seleção Brasileira, em Copas do Mundo.

A vida de Vicente Feola é ligada a seleção, mas também é ligada ao São Paulo, de onde foi jogador, ainda na época do São Paulo da Floresta (um dos clubes que foram fundidos para a criação do São Paulo F.C.).

Felipão deve ter se inspirado nele, pois o jeito dele, todo “truncado”, daquele tipo de homem que pode até brigar, mas não sai sem o que deseja, lembra muito o de Feola, que não tinha medo de expôr a sua opinião, para o presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF), na época, João Havelange.

Tratou de ser chato quando, após insistir bastante, junto com o “marechal da vitória”, Sr. Paulo Machado de Carvalho, para que o garoto Pelé fosse a Copa da Suécia, mesmo “baleado” e sendo muito jovem.

Na último jogo-treino da Seleção de 1958, que foi contra o Corinthians, Pelé se contundiu após dividida com Ari, e só foi para a Suécia por pura “birra” do treinador…O fim da história todo mundo já sabe.

Feola ainda treinou o Boca Juniors, e retornou para a Seleção naquela (desastrada) Copa de 1966.

Mas ainda assim, Feola é grande pelo seu método de treinamento, sempre exigindo o máximo de seus comandandos, em todos os treinos – fato comum agora, mas raríssimo nos anos 50 e 60 -,  o que demonstrava que ele era chato mesmo, mas nesse mundo do futebol, só quem é realmente chato, consegue conquistar o que deseja.

Vai ver se Feola, Telê e Felipão são da mesma família? Pelo menos, no quesito chatice, eles são. E ainda bem que são iguais também no que diz respeito a títulos.

Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Próximo texto: Tostão. Esse vai ser um texto que quem gosta da Seleção, mas principalmente, quem gosta do Cruzeiro, vai gostar.

Nélson Rodrigues: Sem pudor.

Posted Abril 11, 2009 by Cleyton Santos
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nelsonrodrigues

Acabei percebendo que havia abandonado esse blog, e com isso, peço novamente, pela 3ªvez já, desculpas por isso.
A insistência em continuar é por um único motivo: Saber que mais e mais gente entra e conhece ele – está comprovado o fato aí no lado, no contador: Mais de 1.800 visitas, a maioria quando fiquei inativo.
Mas vamos ao que interessa.

Depois de um bom tempo, falando que iria escrever um texto sobre Nélson Rodrigues, quase que esqueço, mas tá bom, seria um deserviço caso eu não fizesse isso.
Nélson Rodrigues era do tipo que adorava exaltar as nuances que eram colocadas diante das quatro linhas. Gostava do que havia dentro de campo, óbvio, mas se encantava com o “lado B”, com a torcida, que se exaltava a cada drible de Garrincha, a cada jogada de mestre de Rivellino, a cada cobrança de falta de Zico, a cada chute a gol de Pelé.

Não me venham falar em Di Stéfano, em Puskas, em Sivori, em Suárez. Eis a singela e casta verdade: não chegam aos pés de Pelé. Quando muito, podem engraxar-lhe os sapatos, escovar-lhe o manto.”

“Um time que tem Pelé é tricampeão nato e hereditário.”

“O futebol é passional porque é jogado pelo pobre ser humano.”

“Um Garrincha transcende todos os padrões de julgamento. Estou certo de que o próprio Juízo Final há de sentir-se incompetente para opinar sobre o nosso Mané.”

Ele comentava sobre como o brasileiro jogava sua tristeza, raiva e até ira, sobre o futebol.
Era algo que ele não via em nenhum lugar.

Torcedor do Fluminense, torcedor doente, daqueles que não consegue nem esconder, Nélson Rodrigues sempre queria que o brasileiro valorizasse o país – fato que vemos agora, mas a custo de uma edição de Jogos Olímpicos ou de uma Copa do Mundo -:

“O que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro. Que Brasil formidável seria o Brasil se o brasileiro gostasse do brasileiro.”

Exaltava o carioca, o Maracanã, a praia, as mulheres…se ele não fosse carioca, ele seria o quê?

Mais certo ele, exaltando o Rio, do que nós, que sempre reclamamos de São Paulo.

No mais, Nélson sempre será Nélson, e o Maracanã sempre foi e sempre será palco das coisas que ele gostava: O “lado B” do futebol, da torcida.

Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Próximo texto: Ok…Aí vai uma escolha: Até 4ªfeira (dia 15/4/2009), vocês terão que escolher qual será o tema do próximo texto, ok?
Aí vão as escolhas:
- Andrade;
- Sócrates;
- Friedenrich;
- Tostão;
- Ênio Andrade;
- Waldir Espinoza;
- Vicente Feola;
- Cláudio Coutinho.
Todos os textos serão feitos, mas o mais votado será o primeiro a ser feito, no dia 16/4, quinta-feira.

“Eu escalo a seleção, o presidente que escale o Ministério’

Posted Dezembro 28, 2008 by Cleyton Santos
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joao-saldanha1

A frase acima foi falada por um dos maiores jornalistas desse país, e em um dos momentos de maior fervor político. E ele que ocupava na época, o 2ºmaior cargo de representatividade neste país: o de treinador da seleção brasileira de futebol, pois o Brasil (infelizmente) utiliza o futebol como sua ‘válvula de escape’ para diversos problemas.

João Saldanha teve coragem de enfrentar de frente o atual presidente, fez jus ao apelido, ‘João sem Medo’ quando o presidente pedia a convocação de Dadá Maravilha para a Copa de 70.

Saldanha recusava veemente esta possibilidade, até que de tanto ele ouvir isso, principalmente por parte do Presidente Médici, soltou esta frase.

Nem precisa dizer que ele saiu da seleção á força, por conta do desrespeito com o General.

Mas devemos muito ao João sem Medo: Podemos dizer que a base do time que participou da Copa de 1970 foi feita durante o tempo em que ele comandou a seleção.

Ele mesmo dizia que só iria chamar “feras”. Com isso a seleção ficou conhecida como “Os Feras de Saldanha”, tamanha a sua forma, demonstrada nas partidas pelas Eliminatórias. Saldanha havia percebido uma falta de um time-base em 1966, quando o Brasil fez sua 2ªpior campanha em Copas – só foi pior em 1934, na Itália -.

João Saldanha após sair do furacão que é treinar a seleção brasileira, voltou seus olhos para o jornalismo, área onde conviveu até o dia de sua morte, quando estava prestes a acompanhar a Copa do Mundo de 1990.

O jornalista competente, que veio de Alegrete-RS para demonstrar que, nunca devemos ter medo; Temer? talvez, mas ter medo? Jamais.

Espero que o Dunga (que é outro treinador que estrou em circunstâncias parecidas com a de João Saldanha: Com a seleção esfacelada, após um fracasso) consiga fazer, ao menos, 30% do que ele fez.

Não precisa ser fera. Basta ser competente.

Era isso que Saldanha era, seja no banco de reservas, seja com papel e caneta na mão.

Que o Medo não seja parte da sociedade brasileira. É só o que queremos.

Era só o que ele queria.

Arte do Futebol.Um blog futebolisticamente artístico.
Amanhã: A história de um dos maiores jornalistas do país, para fechar 2008 com estilo: Nélson Rodrigues.

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O recesso de agosto até agora foi devido a diversos problemas com tempo, peço desculpas a todos que acompanham o Arte do Futebol.

E devo agradecer a todos que fizeram do Arte do Futebol, um blog com um número de acessos enorme: Quase 1000 views em 4 meses! Que continuem acessando, mas que comecem a comentar também, pois eu quero saber as opiniões de vocês sobre o que deve melhorar, se o blogueiro deve sair, etc…

Só desse jeito, consigo fazer desse blog uma coisa realmente legal, pois o intuito dele é mostrar pra quem é mais novo, quem eram esses ícones do futebol mundial.

Bom acesso.

Cleyton Santos

Bindi.

Posted Agosto 11, 2008 by Cleyton Santos
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Eu peço a todos que me compreendam pois este texto não é bem de aclamação como o de todos os outros.

É uma homenagem. Uma homenagem a quem me ajudou bastante durante esses sete meses que eu tive o prazer e a honra de escrever para o site ‘Trivela’, na seção ‘Conheça o País’.

Luís Fernando Bindi sempre ajudou e auxiliou a todos os colaboradores da seção – além de mim, quem escrevem para a seção são: Rodrigo Silva, Maurício Vargas e Alexandre Aníbal, saí da equipe há um mês -.

O Bindi me ajudou bastante, principalmente em textos que eu achava que seriam fáceis, mas que eu acabava me complicando, casos de Andorra, Luxemburgo e Palestina, sempre foi uma pessoa que ajudava a todos, seja pelo MSN, ou pelo orkut.

Ele será único; uma pessoa que poderia muito bem ficar presa em um Instituto Estadual de Geografia, mas não ficou; queria falar sobre futebol, ir na Rua Javari, acompanhar seu Juventus…

Não é a toa que, muitas pessoas já colocaram seu nome no abaixo-assinado, que pede para que uma das arquibancadas da Rua Javari tenha o nome desse jornalista e geógrafo.

No geral, eu não tenho muita coisa a dizer, a não ser que 90% de tudo que eu aprendi sobre pesquisa de seleções foi com o Bindi, e para ele eu só tenho que agradecer.

A tempo de conversa foi pouco, mas tenho certeza, que nesse blog, estou demonstrando o meu valor, bem como ele disse, quando me enviou o email me dispensando da seção, na véspera de seu falecimento.

Obrigado, Bindi, por onde quer que esteja.

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Amanhã: João Saldanha: O jornalista que se tornou treinador da Seleção e que bateu de frente com o General.

Aymoré ‘O Grande’ Moreira

Posted Agosto 11, 2008 by Cleyton Santos
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Calma, muita calma. Existe um porquê do nome do título ser esse.

Aymoré Moreira antes de se tornar o treinador do Bi-campeonato Mundial, jogou até dizer ‘chega’ na Seleção Brasileira.
E quando eu digo que é por quê foi até dizer chega, é porque foi mesmo.

Só saiu para se formar treinador, no Rio de Janeiro.

Antes disso, foi um exímio goleiro, rápido e de mãos ligeiras, rasteiras, incomuns para o futebol da época.

Eram tão incomuns que, aos 21 anos de idade, já era goleiro de Seleção, atuando pelo sempre tradicional América, time do coração de Sr.José Trajano. Um abraço para ele caso esteja lendo este texto.

Mas dando maior ênfase ao treinador Aymoré Moreira, ele foi um treinador de evolução estrondosa.

Treinou Flamengo, São Paulo, Palmeiras – aonde ele teve a melhor fase como treinador -…

Até que enfim, veio a Seleção. Feola tinha saído, e o Brasil estava carente de um técnico que assumisse a seleção campeã mundial na Suécia.

Aymoré topou. Aceitou todas as pessoas que diziam que ele não era treinador para Seleção, que pediam Feola novamente na Seleção…até que chegou a Copa.

Na estréia, Pelé se machuca. Fim de Copa? Que nada!

Aymoré Moreira ’sacou’ Garrincha que fez dos estádios chilenos o seu palco para grandes apresentações.

No final, Brasil bi-campeão, sem ter recebido nenhuma ameaça de morte do Governo, ao contrário da Itália, que conquistou o Bi, ali na marra, pois caso perdessem, teriam que se transformar em ‘desertores’.

E Aymoré Moreira? Aonde ficou nisso? Nós brasileiros, ás vezes somos tão injustos, ao ponto de ‘bater nas costas’ de um técnico limitado, e não glorificar um excepcional treinador.

Já que eu sou da oposição mesmo…

Parabéns Aymoré, aquela Seleção não jogaria o que jogou sem seu comando.

Meus sineros agradecimentos, de um mero blogueiro.

 

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Amanhã: Homenagem especial á Luís Fernando Bindi, de um aluno para um mestre.

‘Príncipe Etíope’. Grande até no apelido. (Mestre Didi – parte 2)

Posted Agosto 11, 2008 by Cleyton Santos
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Essa foi a foto mais esplêndia que eu achei do Didi, co outro Mestre: Telê Santana. Está faltando esse companherismo no futebol, vocês não acham?

Como eu já antecipei na 1ªparte, seria muito pouco falar de tão grandioso jogador em um único texto.
Aqui está o 2º – e último, para minha tristeza – texto sobre o Mestre Didi.

Didi sempre mostrava seu estilo de jogo, leve, cadenciado, organizado, como um típico armador mesmo.

Antes de Pelé, era Didi e mais dez.
Durante a era Pelé, chegou a ser Pelé, Didi e Garrincha e mais oito.
Mas sempre colocavam Didi.

Só saiu da Seleção porque se aposentou, e foi buscar outros ares.

Virou treinador, usou os ensinamentos que recebeu de Vicente Feola e de Aymoré Moreira, nos dois títulos mundiais, para levar uma seleção peruana que tinha uma boa geração, com Cubillas e cia. a conquistar um lugar de destaque na imprensa futebolística mundial.

Didi fez muito, e ainda faz pelo futebol mundial.

Sempre foi um referencial. E conseguiu ser referência em uma época que não tínhamos nada além do rádio e da imaginação.

Enfim, Didi foi nas décadas de 50 e 60 para o futebol brasileiro, o que Pelé foi anos mais tarde; a referência, o ‘cavalo’ de todo jogo de xadrez, o Mestre.

Creio que agora pude homenagear de forma convincente.

Obrigado Mestre.
Obrigado Didi.

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Amanhã: Aymoré Moreira; o homem que levou o Brasil ao Bi-Mundial, repetindo o que a Itália fez – e sem ameaçar nenhum jogador de morte.

Esclarecimentos e Dedicatória

Posted Agosto 7, 2008 by Cleyton Santos
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Olá, caros visitantes do blog.

Venho aqui pedir desculpas a todos que entraram nesses últimos dias, por não ter continuado a postar.

Aconteceram muitas coisas neste estudante de Jornalismo, que vos fala.

Consegui enfim um estágio, mas já que para toda coisa boa, infelizmente acontece uma coisa ruim, eu fiquei com um tempo ‘limitado’ para continuar com o blog.

Mas a partir de sábado, o blog ‘Arte do Futebol’ volta, com a 2ªparte do texto sobre o grande Didi (o texto sobre Aymoré Moreira será postado no domingo).

Peço um sincero pedido de desculpas a todos.

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A Dedicatória será colocada na 2ªfeira, com um texto homenageando o geógrafo, jornalista e que – ao menos para mim – foi um grande professor, durante esse quase 1 ano de ‘Trivela’.

Estou falando de Luís Fernando Bindi, que faleceu há pouco mais de 3 semanas.

Espero que não pensem que esta é uma fórmula para aumentar o número de acessos.

É uma forma de homenagear – mesmo que com um tempo de atraso – a uma pessoa que sempre me ajudou, durante este tempo de ‘Trivela’.

Portanto, nos próximos dias:

- Sábado: 2ªparte do texto sobre o ‘Príncipe Etíope’, Didi;
- Domingo: O técnico da seleção de 1962, Aymoré Moreira;
- 2ªfeira: Uma homenagem a um jornalista que sempre terá o meu respeito. Esse texto é pra você, Bindi, aonde quer que você esteja.

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‘Príncipe Etíope’. Grandioso até no apelido. (MESTRE DIDI: PARTE I)

Posted Julho 20, 2008 by Cleyton Santos
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Didi sempre preferiu ser aquele coadjuvante que decidia do que o jogador mais focalizado pelas lentes dos fotógrafos; preferia ficar quieto do que ir aos microfones da Rádio Nacional, para falar sobre mais uma vitória, em qualquer lugar do planeta; deixava esse papel para Garrincha.

E nesse caso, não têm nem YouTube pra salvar. São pouquíssimas as imagens dele, mas são sensacionais.

O domínio de bola, a inteligência, a sensibildiade de ‘bater na bola’…isso são coisas que não são mais ensinadas no futebol atual, que hoje vive no 4-4-2, 3-5-2, 4-5-1 e por aí vai…

Didi demonstrava uma qualidade que pouquíssimos jogadores tinham.
Pelé disse que ele acompanhava Didi, desde 1951, quando conquistou o campeonato Carioca, e que sempre se espelhou nele, para ser um grande jogador.

Outro que demonstrou bastante respeito com o ‘Mestre’ foi o moçambicano, radicado em Portugal, Eusébio.

Como já foi citado aqui no blog, no texto sobre Eusébio, ele fazia parte de uma equipe chamada ‘Brasileiros’,quando garoto, onde todos tinham nomes de jogadores da Seleção Brasileira. E o ‘nome’ de Eusébio era Didi.
(LINK DO TEXTO: http://artedofutebol.wordpress.com/2008/07/07/o-principe-mocambicano/)

No Brasil, de Pelé, Didi era quem tinha os olhares da torcida brasileira por ser aquele jogador de habilidade ‘anormal’ para a época, que o Brasil necessitava tanto de um craque como ele, para esquecer as mágoas de 1950.

Óbvio, não vamos deixar de destacar que, em 1950, ele fez o 1°gol no Maracanã, e que, em 1957, ele inventou o que seria a ‘folha seca’ – hoje, chamada de ‘Trivela’ – em um jogo pelas Eliminatórias da Copa de 1958, contra o Peru.

Mas é que são tantas histórias, que o ‘Príncipe Etíope’ ou ‘Mãe dos Perna-de-Pau’ (ambos os apelidos criados pelo célebre Nélson Rodrigues) que não deveria deixar apenas um texto sobre ele.

Pra falar a verdade, é isso que eu vô fazer.

A 2ªparte sobre a história do ‘Príncipe Etíope’ – ou ‘Mr.Football’, segundo a mídia internacional, após a Copa de 58 – será escrita sábado que vem.

Espero que acompanhem.

 

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Amanhã: O treinador do Bicampeonato Mundial, Aymoré Moreira.
Sábado que vem: A 2ªparte, retratando a história do MESTRE DIDI.

‘Elègance’ no futebol

Posted Julho 19, 2008 by Cleyton Santos
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Djalma era o ‘elègance’ do futebol após ter desobedecido bastante o seu pai, que sempre dizia para ele se dedicar aos estudos, quando ele ia jogar bola lá na Rua Ezequiel, onde jogava até cansar.

Djalma depois apareceu no ‘Mequinha’ no final dos anos 50, fez um teste, passou e foi contratado. Estava ali um exemplo de jogador profissional.

Ganhou um título carioca com o ‘2°time de todo carioca’.

Não dá pra esquecer 1962, quando num passe de mágica, Djalma (que já era chamado por ‘Djalma Dias’, por conta de sueu xará Djalma Santos) foi desconvocado por Aymoré Moreira, da Seleção que viria a ser bi-campeã mundial, no Chile.

Mas aí chegou 1963, e foi aí que apareceu o Palmeiras.

Palmeiras este que fez com que Djalma adotasse de vez o nome Djalma Dias, por conta do elenco alvi-verde já contar com Djalma Santos.

Mas isso fez com que ele se dedicasse o triplo, e assim fez.

Fez parte do time que seria chamado de ‘Academia’, que contaria com Dudu e Ademir da Guia…que time!

Veio 1966, Djalma Dias sempre era convocado, até treinava com o time titular, mas Vicente Feola foi quem o parou antes de pegar o vôo para a terra da Rainha.

Esse fato de nunca ter disputado uma Copa do Mundo sempre entristeceu Djalma Dias, pois afinal de contas, a Copa do Mundo é o ’sonho-mor’ de qualquer jogador.

Enfim, Djalma Dias tinha uma elegância incontestável; tentou passar isso pro filho, Djalma Júnior – que viria a ser o Djalminha -, mas parece que Djalminha faltou em algumas lições da vida.

Mas o que vale mesmo foi o que jogou, toda a sua experiência e sobretudo, qualidade.

Ele fazia isso. Mas sempre com muita ‘elègance’.

 

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Amanhã: O maior jogador da história do Botafogo, sempre travou confrontos sensacionais contra Djalma Dias, e foi o maestro das duas primeiras conquistas brasileiras em Copas do Mundo, em 1958 e 1962: O MESTRE DIDI.

O Rei dos opostos

Posted Julho 18, 2008 by Cleyton Santos
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Djalminha era filho de um craque, Djalma Dias, que viveu toda a nostalgia que o grande futebol brasileiro tinha, entre os anos 50 até os anos 70.

Nasceu no final da carreira do pai. Teve uma idéia: Iria ser jogador para agradar ao pai, ex-jogador.

E assim foi, jogando no Rio, se acostumado com a rotina de treinos na Gavea, o filho de seu Djalma Dias, viu jogadores de temperamentos parecidos com o dele: Marcelinho Carioca era o mais próximo.

Djalminha sempre se metia em confusão, brigas, pancadarias…era um boleiro com espírito de ‘varzeano’.

Fez isso quando estava numa excepcional fase, bateu de frente com um dos melhores atacantes que o Flamengo tiha em 1993: Renato Gaúcho.

Galo nervoso por Galo nervoso, Djalminha tentava pular o muro da desobediência no Guarani; fez isso muito bem, a ponto de chamar a atenção do time que mais investia em jogadores no País, na época: o Palmeiras. E lá, ele foi ‘O’ DJALMINHA.

Passava a bola debaixo das pernas, enfrentava o marcador sem medo, provocava os adversários com dribles insinuantes e passes certeiros.

Desde o momento que ele foi para Campinas, Djalimnha ficou mais tranquilo; ele continuou demonstrando isso, e foi virar comandante do barco do Deportivo La Coruña.

Ao lado de Mauro Silva e cia., levantou aquele que é o único título do Depor na Liga. Fora o fato de ter levado o Deportivo a duas semifinais de UCL.

Mas aí o seu oposto apareceu.

Quando estava praticamente garantido na Copa de 2002, uma briga, uma cabeçada em Javier Irureta,e ‘adiós, Copa’.

O mais interessante é que os futuros grandes jogadores são convocados em confusões dos que deveriam ser convocados: Edílson estaria garantido na Copa América de 1999, mas foi retirado da lista. Entrou quem? Ronaldinho Gaúcho.

No caso do Djalminha não foi diferente: Ele saiu, entrou o jovem Kaká.

Mas, enfim, Djalminha conseguiu ser uma ferra dentro e fora das quatro linhas.

Dentro de campo, ele comandava.
Fora de campo, ele fazia besteira.

Eu prefiro o primeiro.

 

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Amanhã: Já vimos o filho, agora, vamos falar do pai: Djalma Dias