‘Príncipe Etíope’. Grandioso até no apelido. (MESTRE DIDI: PARTE I)

Posted Julho 20, 2008 by Cleyton Santos
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Didi sempre preferiu ser aquele coadjuvante que decidia do que o jogador mais focalizado pelas lentes dos fotógrafos; preferia ficar quieto do que ir aos microfones da Rádio Nacional, para falar sobre mais uma vitória, em qualquer lugar do planeta; deixava esse papel para Garrincha.

E nesse caso, não têm nem YouTube pra salvar. São pouquíssimas as imagens dele, mas são sensacionais.

O domínio de bola, a inteligência, a sensibildiade de ‘bater na bola’…isso são coisas que não são mais ensinadas no futebol atual, que hoje vive no 4-4-2, 3-5-2, 4-5-1 e por aí vai…

Didi demonstrava uma qualidade que pouquíssimos jogadores tinham.
Pelé disse que ele acompanhava Didi, desde 1951, quando conquistou o campeonato Carioca, e que sempre se espelhou nele, para ser um grande jogador.

Outro que demonstrou bastante respeito com o ‘Mestre’ foi o moçambicano, radicado em Portugal, Eusébio.

Como já foi citado aqui no blog, no texto sobre Eusébio, ele fazia parte de uma equipe chamada ‘Brasileiros’,quando garoto, onde todos tinham nomes de jogadores da Seleção Brasileira. E o ‘nome’ de Eusébio era Didi.
(LINK DO TEXTO: http://artedofutebol.wordpress.com/2008/07/07/o-principe-mocambicano/)

No Brasil, de Pelé, Didi era quem tinha os olhares da torcida brasileira por ser aquele jogador de habilidade ‘anormal’ para a época, que o Brasil necessitava tanto de um craque como ele, para esquecer as mágoas de 1950.

Óbvio, não vamos deixar de destacar que, em 1950, ele fez o 1°gol no Maracanã, e que, em 1957, ele inventou o que seria a ‘folha seca’ – hoje, chamada de ‘Trivela’ – em um jogo pelas Eliminatórias da Copa de 1958, contra o Peru.

Mas é que são tantas histórias, que o ‘Príncipe Etíope’ ou ‘Mãe dos Perna-de-Pau’ (ambos os apelidos criados pelo célebre Nélson Rodrigues) que não deveria deixar apenas um texto sobre ele.

Pra falar a verdade, é isso que eu vô fazer.

A 2ªparte sobre a história do ‘Príncipe Etíope’ – ou ‘Mr.Football’, segundo a mídia internacional, após a Copa de 58 – será escrita sábado que vem.

Espero que acompanhem.

 

Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Amanhã: O treinador do Bicampeonato Mundial, Aymoré Moreira.
Sábado que vem: A 2ªparte, retratando a história do MESTRE DIDI.

‘Elègance’ no futebol

Posted Julho 19, 2008 by Cleyton Santos
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Djalma era o ‘elègance’ do futebol após ter desobedecido bastante o seu pai, que sempre dizia para ele se dedicar aos estudos, quando ele ia jogar bola lá na Rua Ezequiel, onde jogava até cansar.

Djalma depois apareceu no ‘Mequinha’ no final dos anos 50, fez um teste, passou e foi contratado. Estava ali um exemplo de jogador profissional.

Ganhou um título carioca com o ‘2°time de todo carioca’.

Não dá pra esquecer 1962, quando num passe de mágica, Djalma (que já era chamado por ‘Djalma Dias’, por conta de sueu xará Djalma Santos) foi desconvocado por Aymoré Moreira, da Seleção que viria a ser bi-campeã mundial, no Chile.

Mas aí chegou 1963, e foi aí que apareceu o Palmeiras.

Palmeiras este que fez com que Djalma adotasse de vez o nome Djalma Dias, por conta do elenco alvi-verde já contar com Djalma Santos.

Mas isso fez com que ele se dedicasse o triplo, e assim fez.

Fez parte do time que seria chamado de ‘Academia’, que contaria com Dudu e Ademir da Guia…que time!

Veio 1966, Djalma Dias sempre era convocado, até treinava com o time titular, mas Vicente Feola foi quem o parou antes de pegar o vôo para a terra da Rainha.

Esse fato de nunca ter disputado uma Copa do Mundo sempre entristeceu Djalma Dias, pois afinal de contas, a Copa do Mundo é o ’sonho-mor’ de qualquer jogador.

Enfim, Djalma Dias tinha uma elegância incontestável; tentou passar isso pro filho, Djalma Júnior – que viria a ser o Djalminha -, mas parece que Djalminha faltou em algumas lições da vida.

Mas o que vale mesmo foi o que jogou, toda a sua experiência e sobretudo, qualidade.

Ele fazia isso. Mas sempre com muita ‘elègance’.

 

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Amanhã: O maior jogador da história do Botafogo, sempre travou confrontos sensacionais contra Djalma Dias, e foi o maestro das duas primeiras conquistas brasileiras em Copas do Mundo, em 1958 e 1962: O MESTRE DIDI.

O Rei dos opostos

Posted Julho 18, 2008 by Cleyton Santos
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Djalminha era filho de um craque, Djalma Dias, que viveu toda a nostalgia que o grande futebol brasileiro tinha, entre os anos 50 até os anos 70.

Nasceu no final da carreira do pai. Teve uma idéia: Iria ser jogador para agradar ao pai, ex-jogador.

E assim foi, jogando no Rio, se acostumado com a rotina de treinos na Gavea, o filho de seu Djalma Dias, viu jogadores de temperamentos parecidos com o dele: Marcelinho Carioca era o mais próximo.

Djalminha sempre se metia em confusão, brigas, pancadarias…era um boleiro com espírito de ‘varzeano’.

Fez isso quando estava numa excepcional fase, bateu de frente com um dos melhores atacantes que o Flamengo tiha em 1993: Renato Gaúcho.

Galo nervoso por Galo nervoso, Djalminha tentava pular o muro da desobediência no Guarani; fez isso muito bem, a ponto de chamar a atenção do time que mais investia em jogadores no País, na época: o Palmeiras. E lá, ele foi ‘O’ DJALMINHA.

Passava a bola debaixo das pernas, enfrentava o marcador sem medo, provocava os adversários com dribles insinuantes e passes certeiros.

Desde o momento que ele foi para Campinas, Djalimnha ficou mais tranquilo; ele continuou demonstrando isso, e foi virar comandante do barco do Deportivo La Coruña.

Ao lado de Mauro Silva e cia., levantou aquele que é o único título do Depor na Liga. Fora o fato de ter levado o Deportivo a duas semifinais de UCL.

Mas aí o seu oposto apareceu.

Quando estava praticamente garantido na Copa de 2002, uma briga, uma cabeçada em Javier Irureta,e ‘adiós, Copa’.

O mais interessante é que os futuros grandes jogadores são convocados em confusões dos que deveriam ser convocados: Edílson estaria garantido na Copa América de 1999, mas foi retirado da lista. Entrou quem? Ronaldinho Gaúcho.

No caso do Djalminha não foi diferente: Ele saiu, entrou o jovem Kaká.

Mas, enfim, Djalminha conseguiu ser uma ferra dentro e fora das quatro linhas.

Dentro de campo, ele comandava.
Fora de campo, ele fazia besteira.

Eu prefiro o primeiro.

 

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Amanhã: Já vimos o filho, agora, vamos falar do pai: Djalma Dias

O melhor treinador da história da Bavária

Posted Julho 17, 2008 by Cleyton Santos
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Ottmar Hitzfeld é um treinador que segue a linha de ‘durão’, sempre com cara fechada, mas é isso que fez ele ser um grande jogador: o seu estilo.

Porque você acha que ele comandou um Bayern durante tanto tempo?

Porque ele sempre foi querido pelos ‘bavários’.

Já que estou levemente apressado, só posso dizer que Ottmar Hitzfeld é ‘figurinha carimbada’ na história de técnicos alemães.

Obrigado, Hitzfeld.

 

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Amanhã: Djalminha: O mágico de La Coruña.

“Mein Dank”, Oliver Kahn.

Posted Julho 16, 2008 by Cleyton Santos
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Oliver Kahn foi um goleiro que inspirou gerações na pacata Karlsruhe, um goleiro que surgiu no time da cidade, sempre se empenhado e trabalhando sério.

Em 1994, uma oportunidade: Kahn foi a surpresa da lista para a Copa do Mundo, mesmo tendo apenas 21 anos, e atuando pelo singelo Karlsruhe.

Meses mais tarde, o sonho: Kahn era contratado pelo Bayern de Munique, que tinha como treinador de goleiros, Sepp Maier, goleiro que sempre inspirou Kahn, não apenas pelo fato de ter defendido horrores naquela final de 1974, quando Kahn tinha apenas 5 anos de idade, mas também por toda a história dele no Bayern.

Mais quatro anos se passaram, e Kahn novamente foi convocado, mas dessa vez, foi 2ºgoleiro; o titular era Köpke, que fazia a sua despedida (engraçado ver que dois dos melhores goleiros do futebol mundial na época, Köpke e Zubizarreta -Espanha-) se aposentaram justamente nesta Copa de 1998, e quem entrou no gol conseguiu dar conta do recado.

No caso dos germânicos, após 1998, todo mundo tinha certeza: o Kahn seria o goleiro. E foi.

Após ver um título da UEFA Champions League passar sobre seus dedos, em um dos jogos mais memoráveis da História, Kahn parecia predestinado que conquistaria tudo que pudesse até a Copa de 2002. E assim fez.

Ganhou uma UCL, frente ao Valencia, foi duas vezes campeão Alemão, campeão da Copa da Alemanha, bi-campeão da Supercopa Alemã…até que chegou 2002.

Era a chance dele, ele teria que virar o novo ‘Anjo Biônico’. E virou.
Mas não levou o título. Alegria para Ronaldo, alegria para nós, brasileiros; tristeza e desolação para Kahn, que confessou em sua biografia, chamada “Eu: o Sucesso Vem de Dentro” isso:

“Sentia-me culpado porque fui eu que fortaleci o Brasil com minhas culpas. Eu me sentia ‘vazio’, mesmo sendo observado por milhões de pessoas”.

Só mesmo um grande jogador que nem Oliver Kahn teria a honestidade de dizer isso.

Só mesmo um grande goleiro, treinado por um MITO, pode ter comportamento tão introspectivo.

E é por esses motivos que, ao término da temporada 2007/08, o Bayern ficou mais triste: Kahn foi embora, mas ele deixou seu legado, abaixo das traves do Allianz-Arena.

“Mein Dank”, Oliver Kahn.

 

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Amanhã: O comandante do Bayern, o melhor treinador que o time da região da Bavária já teve em sua longa história: Ottmar Hitzfeld.

O ‘Gato’ que não tinha medo de bola

Posted Julho 15, 2008 by Cleyton Santos
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Sepp Maier era inconfundível. Um goleiraço; não tinha medo de ficar frente-a-frente com o cravo de uma chuteira.

Se entregava em campo, da mesma forma que inspirava seus companheiros seja de Bayern de Munique, seja da seleção alemã, para ficarem tranquilos, pois no gol, ele não iria deixar passar nada.

Sua atuação frente a Holanda na final da Copa de 1974, lhe rende elogios até hoje.
Afinal, não é sempre que você enfrenta Cruyff e Ressenbrink e sai ‘ileso’.

Maier ainda tinha a fama de ser um goleiro muito bem-humorado, há de se dizer o exemplo que houve após uma partida, que o atacante Fischer ouve a seguinte pergunta:

“Como um jogador tão ruim como você consegue jogar numa seleção campeã do mundo?”

Outro exemplo clássico foi quando, na temporada 1978/79, com o Bayern na zona do rebaixamento, Maier diz a imprensa essa frase:

“Enviamos um ofício para a Federação Alemã pedindo que nossos adversários joguem com um a menos. Quem sabe assim, pare de sobrar um atacante livre na minha frente!”

Ele foi o único a encarar a imprensa, após uma longa reunião entre o elenco do Bayern, para discutir sobre este assunto.

Ele acabou perdendo boa parte de seu bom humor após um acidente automobilístico, que o fez parar de jogar.

Ele trabalhava na seleção alemã até 2004, quando Jürgen Klinsmann assumiu a ‘NationalElf’.

Ele é um goleiro que o futebol alemão, mas essencialmente, o Bayern de Munique idolatra.

Que Sepp Maier continue mostrando – nem que seja pelos vídeos – que, ainda existe time, que começa por um grande goleiro.

 

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Amanhã: O dicípulo de Sepp Maier, Olivier Kahn: A II grande muralha alemã.

O criador da ‘Totaalvoetbal’

Posted Julho 14, 2008 by Cleyton Santos
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Podemos dizer, que Rinus Michels foi um treinador 99% realizado em sua carreira.
Faltou a Copa…Aquela Copa de 1974, que escapou das mãos dos holandeses, como sorvete na mão de uma criança.

E olha que ele merecia, viu?

Michels foi o criador do ‘Totaalvoetbal’ (‘Futebol Total’, em holandês), que a ‘Oranje’ utilizou naquela Copa.

(Antes que haja reclamações, Michels criou a ‘Totaalvoetbal’, tendo como inspiração, uma tática do seu treinador no Ajax, Jack Reynolds na segunda metade da década de 40, quando Michels era jogador)

Aquele time revolucionou o futebol mundial, com um estilo de jogo ofensivo, onde era prezado o toque de bola e as jogadas pelas pontas do campo.

Cruyff e Ressenbrink trabalharam correndo o campo, ajudando o sistema defensivo, e agindo com rapidez e destreza no ataque.

O ‘General’ ainda ficou quase 20 anos trabalhando como treinador, só parando em 1992, no Ajax, time que o havia revelado como técnico, em 1968.

Enfim, Rinus Michels ajudou para que o futebol daquela época não fosse tão defensivo; mesmo tendo perdido a Copa de 1974, devolveu 14 anos mais tarde, naquela que seria a ‘redenção’: a Eurocopa de 1988, frente a União Soviética, em Berlim.

Sim, a mesma Berlim, em que 14 anos antes, havia saído triste, pela derrota, lhe trouxera um sorriso de alegria enorme.

É nestes momentos que vimos que nem mesmo os Generais se agüentam e caem em lágrimas, tamanha a alegria de voltar para casa como herói.

Rinus Michels: Um ex-jogador, que se tornou treinador, que se tornou um MITO.

Estará vivo, hoje, amanhã e sempre, ‘General’.

 

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Amanhã: Sepp Maier: O ‘Anjo Irônico, que levou a Alemanha a dar muitas risadas, após a final da Copa de 1974.

O melhor camisa ‘14′ da história do futebol.

Posted Julho 13, 2008 by Cleyton Santos
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Johan Cruyff era um fenômeno. Era o cérebro daquele time que até hoje é lembrado, com a ‘Laranja Mecânica’, que abrilhantou os campos alemães, naquele verão de 1974.

Era um rei no que se diz a movimentação, a visão do jogo, toque de bola, finalização…enfim, era um jogador ‘quase perfeito’.

‘Quase perfeito’, pois muita gente diz que ele não é ‘perfeito’, por não ter conquistado um título com a ‘Oranje’, fato que Beckenbauer, com a ‘NationalElf’ e Pelé, com aseleção ‘Canarinho’ fizeram, em 1970 e 1974, respectivamente.

Tamanho o respeito de Beckenbauer sobre Cruyff, que ele citou essa frase:

“Johan foi o melhor jogador mas eu ganhei a Copa do Mundo”
Franz Beckenbauer

Além do belíssimo futebol, Cruyff ficou conhecido pelas suas frases que, os holandeses chamavam de ‘Cruijffiaans’. Veja alguns exemplos (já traduzidos para o Português):

Os italianos não podem nos vencer, mas nós certamente podemos perder contra eles

A velocidade é frequentemente confundida com o discernimento. Quando eu começo a correr antes dos restantes, pareço ser mais rápido

Para ganhar você tem de marcar um gol a mais do que o adversário

“Se é pra ser atropelado, que seja por uma Ferrari.”
(Ao perder o Mundial Interclubes de 1992 para o São Paulo)

Enfim, Cruyff é e sempre será de ser um mestre, dentro e fora das quatro linhas. Atualmente ele mantem um projeto direcionado aos profissionais recém-aposentados do futebol.

Ele quer que a lição que ele teve quando após o final de sua carreira, ele perdeu tudo em projetos mal-sucedidos (essa foi a razão dele ter voltado a jogar em 1979, nos EUA), seja repassada para outros profissionais.

Um ato louvável, de um jogador que merece todos os aplausos de pé.

Link para melhores informações sobre a Johan Cruyff Institute Sport of Studies: www.cruyffinstitute.org

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Amanhã: Rinus Michels: Se Cruyff era o ‘cérebro’ dentro de campo, Michels era a ‘cabeça pensante’ fora dele; a pessoa que criou a ‘Laranja Mecânica’.

Apresentando…A Alegria do POVO!

Posted Julho 11, 2008 by Cleyton Santos
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Dadá era o Rei da publicidade pessoal. Isso é fato. Dadá era simples, honesto, como bom carioca.

Teve infância pobre, muitas vezes, comeu o que o Diabo amassou. Mas ele ainda saía por cima.

Saía tirando todo mundo, com uma outra característica tipicamente carioca: a Malandragem.

Dadá era um malandro, beberrão não, malandro sim.

As frases dele ajudavam a fazer com que o futebol da época tivesse um pouco mais de humor.

Afinal de contas, haviam dois ‘grandes humoristas’ no meio do futebol na época: Dadá e o presidente do Corinthians, Vicente Matheus.

O ‘Peito de Aço’ era, antes de tudo, um goleador; em todos os clubes onde ele passou, ele deixava sua marca registrada.

Um perna-de-pau NATO, segundo ele, que só sabia fazer uma coisa: GOL.

“A lei do menor esforço é usar a inteligência”

“Deus é o ser supremo, Dadá é a dádiva”

“Não existe gol feio, feio é não fazer gol”

“Nunca aprendi a jogar futebol pois perdi muito tempo fazendo gols”

“Chuto tão mal que, no dia em que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol.”

“SE O GOL É A MAIOR ALEGRIA DO FUTEBOL, FOI DEUS QUEM INVENTOU DADÁ, PORQUE DADÁ É A ALEGRIA DO POVO.”

 

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Amanhã: Johan Cruyff, o maior jogador da história da ’Oranje’ (apelido da seleção holandesa).

O Mestre que é filho de um outro Mestre

Posted Julho 11, 2008 by Cleyton Santos
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Normalmente, quem é filho de um jogador famoso, não têm tanto sucesso na carreira futebolística. Casos como do goleiro Edinho (filho de Pelé, que atuou no Santos) e de Thiago Coimbra (filho de Zico, mas que nunca teve uma grande fase) demonstram que, nem sempre seguir a carreira do pai, quando ele é famoso, dá frutos.

Uma das exceções foi Ademir da Guia, que é filho de Domingos da Guia, grande jogador revelado pelo Bangu.

Foi comprado pelo Palmeiras, e lá ele não fez história; ele foi – e ainda é - história.

Recordar daquela primorosa dupla de meio-de-campo com Dudu, e também dos chutes de meia distância – sempre certeiros -.

A injustiça fez com que ele disputasse apenas um único jogo de Copa de Mundo – 1974 Brasil x Polônia -, mas o que ele contou durante todo o tempo que ele jogou no Palmeiras, é algo que ultrapassa a linha do impossível.

Ademir da Guia teve um Mestre nos ensinamentos, mas agora ele é Mestre para a Eternidade.

Agora, neste momento, eu imagino daqui a 30 anos, os adultos que ouviam as histórias sobre ele, viram os gols dele – nem que tenham visto pelo YouTube -, a magia que ele tinha quando a bola passava sobre seus pés, contando aos seus filhos tudo que houve naquela época, e eles imaginando que grande jogador foi esse,  ponto de deixar seu pai emocionado só de falar.

É. Bem que me disseram que o professor dura um tempo, mas que o Mestre dura eternamente.

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Amanhã: Dadá Maravilha: O avião e o helicóptero sentem sua falta.