O Mestre que é filho de um outro Mestre


Normalmente, quem é filho de um jogador famoso, não têm tanto sucesso na carreira futebolística. Casos como do goleiro Edinho (filho de Pelé, que atuou no Santos) e de Thiago Coimbra (filho de Zico, mas que nunca teve uma grande fase) demonstram que, nem sempre seguir a carreira do pai, quando ele é famoso, dá frutos.

Uma das exceções foi Ademir da Guia, que é filho de Domingos da Guia, grande jogador revelado pelo Bangu.

Foi comprado pelo Palmeiras, e lá ele não fez história; ele foi – e ainda é – história.

Recordar daquela primorosa dupla de meio-de-campo com Dudu, e também dos chutes de meia distância – sempre certeiros -.

A injustiça fez com que ele disputasse apenas um único jogo de Copa de Mundo – 1974 Brasil x Polônia -, mas o que ele contou durante todo o tempo que ele jogou no Palmeiras, é algo que ultrapassa a linha do impossível.

Ademir da Guia teve um Mestre nos ensinamentos, mas agora ele é Mestre para a Eternidade.

Agora, neste momento, eu imagino daqui a 30 anos, os adultos que ouviam as histórias sobre ele, viram os gols dele – nem que tenham visto pelo YouTube -, a magia que ele tinha quando a bola passava sobre seus pés, contando aos seus filhos tudo que houve naquela época, e eles imaginando que grande jogador foi esse,  ponto de deixar seu pai emocionado só de falar.

É. Bem que me disseram que o professor dura um tempo, mas que o Mestre dura eternamente.

Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Amanhã: Dadá Maravilha: O avião e o helicóptero sentem sua falta.

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