“Mein Dank”, Oliver Kahn.


Oliver Kahn foi um goleiro que inspirou gerações na pacata Karlsruhe, um goleiro que surgiu no time da cidade, sempre se empenhado e trabalhando sério.

Em 1994, uma oportunidade: Kahn foi a surpresa da lista para a Copa do Mundo, mesmo tendo apenas 21 anos, e atuando pelo singelo Karlsruhe.

Meses mais tarde, o sonho: Kahn era contratado pelo Bayern de Munique, que tinha como treinador de goleiros, Sepp Maier, goleiro que sempre inspirou Kahn, não apenas pelo fato de ter defendido horrores naquela final de 1974, quando Kahn tinha apenas 5 anos de idade, mas também por toda a história dele no Bayern.

Mais quatro anos se passaram, e Kahn novamente foi convocado, mas dessa vez, foi 2ºgoleiro; o titular era Köpke, que fazia a sua despedida (engraçado ver que dois dos melhores goleiros do futebol mundial na época, Köpke e Zubizarreta -Espanha-) se aposentaram justamente nesta Copa de 1998, e quem entrou no gol conseguiu dar conta do recado.

No caso dos germânicos, após 1998, todo mundo tinha certeza: o Kahn seria o goleiro. E foi.

Após ver um título da UEFA Champions League passar sobre seus dedos, em um dos jogos mais memoráveis da História, Kahn parecia predestinado que conquistaria tudo que pudesse até a Copa de 2002. E assim fez.

Ganhou uma UCL, frente ao Valencia, foi duas vezes campeão Alemão, campeão da Copa da Alemanha, bi-campeão da Supercopa Alemã…até que chegou 2002.

Era a chance dele, ele teria que virar o novo ‘Anjo Biônico’. E virou.
Mas não levou o título. Alegria para Ronaldo, alegria para nós, brasileiros; tristeza e desolação para Kahn, que confessou em sua biografia, chamada “Eu: o Sucesso Vem de Dentro” isso:

“Sentia-me culpado porque fui eu que fortaleci o Brasil com minhas culpas. Eu me sentia ‘vazio’, mesmo sendo observado por milhões de pessoas”.

Só mesmo um grande jogador que nem Oliver Kahn teria a honestidade de dizer isso.

Só mesmo um grande goleiro, treinado por um MITO, pode ter comportamento tão introspectivo.

E é por esses motivos que, ao término da temporada 2007/08, o Bayern ficou mais triste: Kahn foi embora, mas ele deixou seu legado, abaixo das traves do Allianz-Arena.

“Mein Dank”, Oliver Kahn.

 

Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Amanhã: O comandante do Bayern, o melhor treinador que o time da região da Bavária já teve em sua longa história: Ottmar Hitzfeld.

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