O Rei dos opostos


Djalminha era filho de um craque, Djalma Dias, que viveu toda a nostalgia que o grande futebol brasileiro tinha, entre os anos 50 até os anos 70.

Nasceu no final da carreira do pai. Teve uma idéia: Iria ser jogador para agradar ao pai, ex-jogador.

E assim foi, jogando no Rio, se acostumado com a rotina de treinos na Gavea, o filho de seu Djalma Dias, viu jogadores de temperamentos parecidos com o dele: Marcelinho Carioca era o mais próximo.

Djalminha sempre se metia em confusão, brigas, pancadarias…era um boleiro com espírito de ‘varzeano’.

Fez isso quando estava numa excepcional fase, bateu de frente com um dos melhores atacantes que o Flamengo tiha em 1993: Renato Gaúcho.

Galo nervoso por Galo nervoso, Djalminha tentava pular o muro da desobediência no Guarani; fez isso muito bem, a ponto de chamar a atenção do time que mais investia em jogadores no País, na época: o Palmeiras. E lá, ele foi ‘O’ DJALMINHA.

Passava a bola debaixo das pernas, enfrentava o marcador sem medo, provocava os adversários com dribles insinuantes e passes certeiros.

Desde o momento que ele foi para Campinas, Djalimnha ficou mais tranquilo; ele continuou demonstrando isso, e foi virar comandante do barco do Deportivo La Coruña.

Ao lado de Mauro Silva e cia., levantou aquele que é o único título do Depor na Liga. Fora o fato de ter levado o Deportivo a duas semifinais de UCL.

Mas aí o seu oposto apareceu.

Quando estava praticamente garantido na Copa de 2002, uma briga, uma cabeçada em Javier Irureta,e ‘adiós, Copa’.

O mais interessante é que os futuros grandes jogadores são convocados em confusões dos que deveriam ser convocados: Edílson estaria garantido na Copa América de 1999, mas foi retirado da lista. Entrou quem? Ronaldinho Gaúcho.

No caso do Djalminha não foi diferente: Ele saiu, entrou o jovem Kaká.

Mas, enfim, Djalminha conseguiu ser uma ferra dentro e fora das quatro linhas.

Dentro de campo, ele comandava.
Fora de campo, ele fazia besteira.

Eu prefiro o primeiro.

 

Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Amanhã: Já vimos o filho, agora, vamos falar do pai: Djalma Dias

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4 comentários sobre “O Rei dos opostos

  1. Lembro dele numa semifinal da Taça São Paulo. O Fla goleava o Corinthians em pleno Pacaembu. Djalminha, já no final da partida, fez um golaço, encobrindo o goleiro de muito longe, bem fora da área… O que ele fez em seguida? Virou-se para a torcida adversária e pediu palmas…

    Ah, o Flamengo foi o campeão daquele ano, com um time que tinha também Júnior Baiano, Marcelinho Carioca, dentre outros…

  2. Olá Cleyton,

    Quero parabeniza-lo pelos artigos publicados e ao mesmo tempo informa-lo que aproveitei para publicar um artigo seu em meu blog. Espero que isso não o desagrade…. Ops!!! Deixei lá seu endereço para que os meus leitores possam desfrutar de uma história que poucos conhecem nos momentos atuais.
    Aproveito para deixar o meu endereço e que possamos trocar informações de uma área que acredito, somos apaixonados.
    http://bebetofutebol.blogspot.com

  3. Li sobre o Djalminha e não poderia passar em branco. Um dos maiores jogadores que já vi jogar a olho nu. Bugrino que sou, inesquecível aqueles jogos onde podia ver, que maravilha, Djalminha, Amoroso e Luizão.
    Que saudade !

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