‘Príncipe Etíope’. Grandioso até no apelido. (MESTRE DIDI: PARTE I)


Didi sempre preferiu ser aquele coadjuvante que decidia do que o jogador mais focalizado pelas lentes dos fotógrafos; preferia ficar quieto do que ir aos microfones da Rádio Nacional, para falar sobre mais uma vitória, em qualquer lugar do planeta; deixava esse papel para Garrincha.

E nesse caso, não têm nem YouTube pra salvar. São pouquíssimas as imagens dele, mas são sensacionais.

O domínio de bola, a inteligência, a sensibildiade de ‘bater na bola’…isso são coisas que não são mais ensinadas no futebol atual, que hoje vive no 4-4-2, 3-5-2, 4-5-1 e por aí vai…

Didi demonstrava uma qualidade que pouquíssimos jogadores tinham.
Pelé disse que ele acompanhava Didi, desde 1951, quando conquistou o campeonato Carioca, e que sempre se espelhou nele, para ser um grande jogador.

Outro que demonstrou bastante respeito com o ‘Mestre’ foi o moçambicano, radicado em Portugal, Eusébio.

Como já foi citado aqui no blog, no texto sobre Eusébio, ele fazia parte de uma equipe chamada ‘Brasileiros’,quando garoto, onde todos tinham nomes de jogadores da Seleção Brasileira. E o ‘nome’ de Eusébio era Didi.
(LINK DO TEXTO: https://artedofutebol.wordpress.com/2008/07/07/o-principe-mocambicano/)

No Brasil, de Pelé, Didi era quem tinha os olhares da torcida brasileira por ser aquele jogador de habilidade ‘anormal’ para a época, que o Brasil necessitava tanto de um craque como ele, para esquecer as mágoas de 1950.

Óbvio, não vamos deixar de destacar que, em 1950, ele fez o 1°gol no Maracanã, e que, em 1957, ele inventou o que seria a ‘folha seca’ – hoje, chamada de ‘Trivela’ – em um jogo pelas Eliminatórias da Copa de 1958, contra o Peru.

Mas é que são tantas histórias, que o ‘Príncipe Etíope’ ou ‘Mãe dos Perna-de-Pau’ (ambos os apelidos criados pelo célebre Nélson Rodrigues) que não deveria deixar apenas um texto sobre ele.

Pra falar a verdade, é isso que eu vô fazer.

A 2ªparte sobre a história do ‘Príncipe Etíope’ – ou ‘Mr.Football’, segundo a mídia internacional, após a Copa de 58 – será escrita sábado que vem.

Espero que acompanhem.

 

Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Amanhã: O treinador do Bicampeonato Mundial, Aymoré Moreira.
Sábado que vem: A 2ªparte, retratando a história do MESTRE DIDI.

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2 comentários sobre “‘Príncipe Etíope’. Grandioso até no apelido. (MESTRE DIDI: PARTE I)

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