Nélson Rodrigues: Sem pudor.

nelsonrodrigues

Acabei percebendo que havia abandonado esse blog, e com isso, peço novamente, pela 3ªvez já, desculpas por isso.
A insistência em continuar é por um único motivo: Saber que mais e mais gente entra e conhece ele – está comprovado o fato aí no lado, no contador: Mais de 1.800 visitas, a maioria quando fiquei inativo.
Mas vamos ao que interessa.

Depois de um bom tempo, falando que iria escrever um texto sobre Nélson Rodrigues, quase que esqueço, mas tá bom, seria um deserviço caso eu não fizesse isso.
Nélson Rodrigues era do tipo que adorava exaltar as nuances que eram colocadas diante das quatro linhas. Gostava do que havia dentro de campo, óbvio, mas se encantava com o “lado B”, com a torcida, que se exaltava a cada drible de Garrincha, a cada jogada de mestre de Rivellino, a cada cobrança de falta de Zico, a cada chute a gol de Pelé.

Não me venham falar em Di Stéfano, em Puskas, em Sivori, em Suárez. Eis a singela e casta verdade: não chegam aos pés de Pelé. Quando muito, podem engraxar-lhe os sapatos, escovar-lhe o manto.”

“Um time que tem Pelé é tricampeão nato e hereditário.”

“O futebol é passional porque é jogado pelo pobre ser humano.”

“Um Garrincha transcende todos os padrões de julgamento. Estou certo de que o próprio Juízo Final há de sentir-se incompetente para opinar sobre o nosso Mané.”

Ele comentava sobre como o brasileiro jogava sua tristeza, raiva e até ira, sobre o futebol.
Era algo que ele não via em nenhum lugar.

Torcedor do Fluminense, torcedor doente, daqueles que não consegue nem esconder, Nélson Rodrigues sempre queria que o brasileiro valorizasse o país – fato que vemos agora, mas a custo de uma edição de Jogos Olímpicos ou de uma Copa do Mundo -:

“O que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro. Que Brasil formidável seria o Brasil se o brasileiro gostasse do brasileiro.”

Exaltava o carioca, o Maracanã, a praia, as mulheres…se ele não fosse carioca, ele seria o quê?

Mais certo ele, exaltando o Rio, do que nós, que sempre reclamamos de São Paulo.

No mais, Nélson sempre será Nélson, e o Maracanã sempre foi e sempre será palco das coisas que ele gostava: O “lado B” do futebol, da torcida.

Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente artístico.
Próximo texto: Ok…Aí vai uma escolha: Até 4ªfeira (dia 15/4/2009), vocês terão que escolher qual será o tema do próximo texto, ok?
Aí vão as escolhas:
– Andrade;
– Sócrates;
– Friedenrich;
– Tostão;
– Ênio Andrade;
– Waldir Espinoza;
– Vicente Feola;
– Cláudio Coutinho.
Todos os textos serão feitos, mas o mais votado será o primeiro a ser feito, no dia 16/4, quinta-feira.

Anúncios

8 comentários sobre “Nélson Rodrigues: Sem pudor.

  1. Legal o seu blog. Sobre as opções de matérias, põe ae o Vicente Feola, meu! Os outros também. Falta falar do relacionamento dos antigos técnicos de futebol com os atuais, a herança, as particularidades e semelhanças entre os técnicos.
    .
    Falou, “Creiton”

  2. legal, gostei muito do teu texto! obrigada por ter visitado meu blog também, mas eu ainda sou be iniciante como jornalista, comecei a faculdade faz pouco tempo, fiz parceiria com uma amiga minha porque ela entende mais de futebol do que eu, mas ela quer ser repórter e não escritora como eu. Mas tu pela qualidade dos textos me parece que ja atua no setor jornalistico há bastante tempo. Legal, vou adicionar nos meus favoritos pra ler de vez em quando já que eu gosto de futebol, abraço.

  3. Oi Cleyton, gostei muito do teu blog, espero que tenha gostado do nosso texto.
    Eu não sabia muito sobre Nélson Rodrigues, mas achei legal ele ter essa característica de patriotismo, nós gaúchos não somos separatistas, como muita gente pensa, alguns são, mas isso ficou muito no passado, numa guerra que era mais por enteresse financeiro do que por uma formação de república mesmo. O que nós temos é o orgulho de ser gaúcho, da nossa história. Eu particularmente fico muito feliz de ter um técnico COLORADO na seleção, e jogadores na seleção que foram nossos, isso é muito bom.
    Gostei também de saber que ele gostava desse lado da torcida, futebol sem a torcida não existiria, não teria graça os gols se não houvesse alguém para vibrar por eles, a torcida é o coração do futebol, é o lado da emoção do futebol. Ainda teno entender por que eu gosto tanto de futebol e não consigo me desligar disso.
    Procurei teu texto sobre o Falcão e não achei… se puder, manda o link pra nós, grande abraço e sucesso!!!

  4. Olá Letícia.
    Fico muito feliz que você tenha gostado do blog, pois esse é meu intuito: Que as pessoas possam ler, mas principalmente, gostar do conteúdo dele.
    Sobre o Nélson Rodrigues, ele tinha essa nuance de falar bem do RJ, essa uma carcteerística muito legal.
    Sobre o texto do Falcão, é simples: Como eu exaltei bastante a passagem histórica que ele teve pela Roma (antes a Roma sequer havia chegado perto de um título, e via a Lazio disparando), acabei escrevendo muito pouco sobre os tempos de Beira-Rio.

    O nome do texto é: “Simplesmente, o REI DE ROMA!”

    Espero que a tenha ajudado, fico bastante feliz pelo acesso e dou boa sorte, nesse início de caminhada com esse blog, falando sobre o Internacional…OBS: Escapem do habitual, busquem infos sobre o Inter que ninguém tenha percebido; é nisso que o blog ganha em projeção.

    Beijos.

    Cleyton Santos
    Arte do Futebol. Um blog futebolisticamente Artístico.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s