“Uma Copa e nada mais”: Itália 1934: Oldřich Nejedlý

Agora vamos para o 2ºtexto da série “Uma Copa e nada mais”. Seguimos para a Itália, para falar da Copa do Mundo de 1934.
Copa essa que ficou marcada pelo fascismo de  Benito Mussolini e para os brasileiros, como o seu pior desempenho na história das Copas.

No meio daquela confusão que se tornou a Copa do Mundo de 1934, um jogador apareceu com destaque: Oldřich Nejedlý, da Tchecosolváquia.

Nejedlý tinha um potencial enorme e sempre foi um perigo para os adversários na Copa da Itália. FONTE DA FOTO: Site oficial do Sparta Praha

Oldřich Nejedlý nasceu na cidade de Žebrák, no dia 26 de Dezembro de 1909. No dia seguinte ao Natal.
Žebrák não fica muito distante de Praga, aonde ele atuou quase toda a carreira. Começou na temporada 1931/32, e saiu na temporada 1940/41. Foi tetracampeão nacional, e depois, já com idade bem avançada, jogou pelo SK Rakovnik.

Seu ápice foi justamente na Copa da Itália. Ele era o principal atacante da Tchecoslováquia, a grande referência, o homem que todo mundo esperava que decidisse.

A Copa de 1934 no seu regulamento, foi feito em formato de mata-mata, e os tchecos começaram contra a seleção da Romênia. Um jogo completamente imprevisível que foi feito em Trieste. Os romenos saíram na frente, mas os tchecos mostraram que tinham um melhor elenco. Eles empataram e Nejedlý virou a partida para os tchecos. Festa em Trieste. O time estava classificado para as quartas de final.

Nas quartas de final, outro confronto tenso. O adversário? A Suiça, que foi sufocada pela Holanda, mas conseguiu vencer por 3 a 2.
O jogo no Estádio Benito Mussolini, em Turim, foi bem equilibrado. Os suiços saíram na frente, a  Tchecoslováquia empatou e virou o jogo, mas a Suiça voltou a marcar. Aí novamente apareceu a estrela de Nejedlý, que marcou o 3ºgol, que tirava os suiços, e botava a Tchecoslováquia na semifinal.

Quando a competição afunilou e chegou na sua semifinal, sobravam dois confrontos: A Itália que atropelou os Estados Unidos (7 a 1) e passou pela Espanha apenas no jogo desempate (1 a 0, gol de Giuseppe Meazza) enfrentaria a Áustria, que passou pela França na prorrogação (3 a 2) e que teve um jogo cauteloso contra os húngaros (2 a 1); do outro lado, a Tchecoslováquia que eliminou Romênia e Suiça, com gols de Nejedlý, enfrentaria a Alemanha, que goleou a Bélgica (5 a 2) e venceu da Suécia (2 a 1).

Enquanto em Milão, a Itália batia a Áustria por 1 a 0, a Tchecoslováquia passava, com sobras pela Alemanha, com show de Nejedlý: Três gols, Três a um. E eles estavam lá. Chegaram na final, agora só faltava um jogo, justamente contra a dona da casa.

Na final entre italianos e tchecos foi realizado no Estádio Nacional, em Roma (que depois se tornou o Stadio Olímpico) , Nejedlý não apareceu; foi bem anulado pela zaga azzurra, mas ainda assim, os tchecos saíram na frente, faltando catorze minutos para o final, com Antonín Puč, companheiro de ataque de Nejedlý, mas a Tchecoslováquia cedeu a pressão mortal (se levarmos em conta que Mussolini havia ameaçado o elenco de morte, caso não ganhassem, era LITERALMENTE MORTAL), e Raimundo Orsi empatou, cinco minutos depois.

O jogo foi para a prorrogação; em caso de novo empate, jogo extra no dia seguinte no mesmo estádio. Mas os italianos não queriam isso, e Angelo Schiavio – que antes do jogo, só havia feito três gols na partida contra os Estados Unidos, na primeira fase – fez no início do tempo extra. E assim a Itália levou o jogo, tomando pressão dos tchecos e levando o jogo em banho-maria na defesa, que a Squadra Azzurra conqusitou sua 1ªCopa do Mundo.

Naquela edição, ainda foi colocado que Schiavio havia empatado na artilharia com Nejedlý, com quatro gols. O erro só fora corrigido (Pasmem!) em Novembro de 2006, mais de dezesseis anos após seu falecimento. Nejedlý foi o artilheiro ISOLADO da Copa, com CINCO GOLS.

Nejedlý foi o primeiro de uma série de grandes centroavantes do futebol do Leste Europeu. Primeiro, pioneiro, inesquecível, para o Sparta Praha, mas principalmente para a seleção tcheca.

Arte do Futebol.Um blog futebolisticamente artístico.
Próximo texto da série “Uma Copa e nada mais”: Gyula Zsengellér, da seleção húngara que disputou a Copa do Mundo de 1938, na França.

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3 comentários sobre ““Uma Copa e nada mais”: Itália 1934: Oldřich Nejedlý

  1. Demoraram um bom tempo para reconhecer o feito do cara.
    Ao menos a família deve estar feliz pelo o que eles já sabiam! E ele também.

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