A dura batalha da Palestina para contratar um treinador

A cada dia que passa, o mercado de treinadores de futebol pelo mundo afora dá a impressão que temos poucos técnicos atualmente. Brasil que o diga, aonde sempre o mesmo grupo de treinadores faz parte da elite (ou ao menos, a maioria deles).

Agora imagine se você é o principal representante do futebol da Palestina e sofre disso? Sendo que a seleção não têm treinador, desde o dia 1º de agosto? Pois é. Um dilema complicado para a seleção que reapareceu nas páginas de jornais do mundo inteiro, ano passado, ao jogar sua primeira partida em solo palestino, depois de anos atuando em campo neutro.

Nesse meio tempo, a situação na seleção só piorou. Foram dois amistosos desde a saída do franco-argentino Mousa Bezaz. Derrotas para Indonésia (4 a 1, de virada) e a humilhação de ter sido goleado pelo Irã, comandado por Carlos Queiroz, por 7 a 0, fizeram a pressão acerca do presidente da federação, Jibril Rajoub anunciar que está procurando um técnico estrangeiro e que estivesse disposto a promover um plano a longo prazo, com a seleção.

O presidente afirma que “está certo de que a Palestina conseguirá bons resultados dentro do futebol da região, e que está confiante de que vai obter resultados positivos ao nível das equipes nos próximos anos.”

Jibril Rajoub (centro) se vê em um dilema cada dia maior; sem resultados, presidente procura treinador certo para Palestina (Foto: Rami Swidan/Issa Images)

O futebol na Palestina durante um bom tempo, era apenas um passatempo, aonde a seleção não conseguia resultados, e que o mais importante era tão somente jogar. Na visão de Rajoub, no entanto, o país, agora com a vantagem de atuar em casa, por conta de ter um estádio (Faisal Husseini, na cidade de Al-Ram), faz com que esta visão de apenas jogar, seja jogada um pouco para trás.

Vários nomes foram cogitados para o comando da seleção local, desde Alfred Riedl, que comandou a equipe nas elimiatórias para a Copa de 2006, até Lothar Matthäus, recém-demitido da Bulgária. Rajoub não deu prazo definido para a escolha do treinador o que vêm irritando, pois dá a impressão de despreocupação.

A Palestina pode ser um dos países que não sonha mais com 2014, mas quer um futuro melhor, um destino melhor para sua seleção, pois afinal de contas, logo após as eliminatórias asiáticas (ou até antes do término, no caso da AFC começar os confrontos durante a última fase de classificação), teremos as eliminatórias para a Copa da Ásia de 2015, que será realizada na Austrália. Isso por que citamos o time adulto, porque nesse meio tempo teremos Eliminatórias pro Asiático sub-22 em 2012, Asiático sub-19 em 2012 (com a possibilidade de ser a sede do torneio, em congresso que será realizado no dia 21 de novembro – disputa com Bangladesh, Irã, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão), e o Asiático sub-16, também em 2012 e que também pode acontecer no País.

A escolha do treinador, mais uma destas duas sedes (seja do Asiático sub-19 ou do sub-16) podem proporcionar um ‘boom’ dentro do futebol palestino. E é aí que o treinador da equipe principal entra, fazendo os ajustes necessários para que o futebol palestino possa, enfim ter bons resultados.

Elenco da Palestina não conseguiu bons resultados após a demissão do treinador Mousa Bezaz (Foto: PalGoal.com)
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