Rogério Ceni: O último romântico

Voltando a escrever neste mero espaço, para comentar sobre, talvez o último jogador de nossa era romântica.

Sim, amigos. Amanhã é um dia para presenciar a despedida de mais um grande jogador do futebol brasileiro. Muitos podem – e vão – entender como uma afronta, citando detalhes de sua carreira, de seu temperamento, e por aí vai… sinto muito, amigos, mas limpem os olhos antes e peguem o lado xiita de ser torcedor e vejam, nem que seja por um mínimo instante, que a história aconteceu nos seus olhos e não notaram.

Talvez daqui a uns 30 anos, todos acabem valorizando sua história, mas daí só vão valorizar quando estiver em um caixão de madeira – infelizmente é assim em nosso País: Todo mundo vira fã, admirador e por aí vai quando ele morre – por isso, larguemos o lado clubístico e falemos de uma história de amor que pouco vemos.

Venho de uma família simples, e que meus pais fizeram ‘incríveis’ 37 anos mês passado. Em uma geração onde tudo se termina em uma simples mensagem – não apenas no amor, mas em quase tudo, é só lembrar a demissão do Leão em 2001, quando estava voltando da trágica Copa das Confederações – em um simples ‘zapzap’.

Incríveis, pois não se vê relações assim.

Meu pai e minha mãe.
Ceni e o São Paulo.

Se formos notar, as diferenças entre estas paixões são pequenas: Viveram um para o outro, sangraram, sofreram, sorriram, choraram, deram alegrias a mil.

Amanhã, esta paixão termina no fim. O jogador de futebol diz que, no caso dele, há duas mortes: A que vai acontecer para todos, e quando ele precisa se aposentar.

Ceni foi perfeito em seu comentário no programa ‘Bola da Vez’ da ESPN, quando questionado sobre a carta de Kobe Bryant, outro que vai se aposentar daqui a alguns meses. “Não me falta vontade, mas me falta corpo para aguentar”.

O seu primeiro ‘Kiss of the Death’ será nesta sexta-feira, mas não será de uma maneira triste (ok, talvez politicamente falando seja, com o clube destroçado com tantas crises internas, mas poderia ser pior – e não seria surpreendente), será do lado de pessoas que transformaram junto com ele, a história de um clube.

Rogério Ceni acertou.
Rogério Ceni errou.
Rogério Ceni foi humano.
Rogério Ceni muitas vezes, não foi humano.

Amanhã, o torcedor, independentemente só deve agradecer ao que muitos falam que deva ser o ‘Último Romântico’ do futebol brasileiro. Tudo bem que temos esperanças com declarações do gremista Marcelo Grohe, que afirmou essa semana que pode ficar o resto de sua carreira no Grêmio, equipe que o lançou e alçou ao patamar de goleiro de Seleção Brasileira.

Amanhã, larguemos nossas camisas, nossos clubes, nossas paixões, nem que seja por somente duas horas.

Não sejamos revanchistas, não guardemos raivas, nem frases do tipo “Ele é bom, mas…”

Não, amigo… Apenas sente e aproveite o que deve ser uma linda despedida.
Assim como foi a do Marcos em 2012.
Assim como será a do Dida em um futuro próximo.

Uma despedida de um dos grandes jogadores do futebol brasileiro.

Obrigado por tudo, Rogério Ceni.

Será uma honra narrar este último jogo seu.

Arte do Futebol.
Um blog futebolisticamente artístico.

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